25 fevereiro 2011


CARNAVALHA

velha festa da carne exposta
do corte que deixa tudo à mostra

que avacalha a pista
que libera a crosta

que desata o cordão do crachá
o nó da gravata

que deixa nua a patota
e veste a rua de bravata

que vale à pena cada pluma
cada cena de ciúme

catapulta de perfomances
e perfumes

...

cada santa
cada puta
cada vagabundo
e cada vagalume
canta um samba de raíz

a mil ou de marcha ré

de pileque
no palanque
no pique
a pé

cadáveres vivos
desejam-lhe boas-vindas

da sexta-feira festeira
a derradeira quarta de cinzas