14 abril 2011


Queria ser o Leminski. Como não posso, passo a vez pra minha sina: 5 copos de whisky e algumas doses de rima. Queria ser como o Paulo. Dar aula de língua na lata, no talo. Contudo, aquém, conto meus bons poemas à míngua, apenas... nadalém. Queria sê-lo. Fazer parecido não basta. Queria sê-lo na forma idêntica... em alma, bigode e casca. Portanto, impotente diante da importância, irrelevante diante da vontade e dos fatos, aqui me acabo. Contento-me em ser somente um poema,

que haicai em pé e
e
s
c
o
r
r
e ditado.